sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ide

Ide!
Ide agora mesmo,
Não olhai para trás,
Não vos apegai,
Nada é teu,
Nem o ar que respiras,
Tampouco o coração que em ti pulsa!
Ide!
Ide por todo sempre,
Todavia,
Lembras-te que o teu sangue
Sim, o teu sangue,
Jamais se unirá ao meu!
Ide!
Que tudo em mim é proibido!
Pois tudo em ti me dá libido,
E não consigo sequer sobreviver.
Ide!
Pois tudo fora quimera,
Anos de primavera.
E que meu maior intento,
Rende-se agora com o tempo.
Ide!
Ide sim,
Desta vez para nunca mais,
Pois percebi que meu barco,
Jamais aportará num tão sombrio cais.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Saindo de Cena

A GRANDE ESTREIA se aproxima,
...Textos, figurino e maquiagem,
Todos a postos,
Abram as cortinas,
Deixem livre a passagem.
...Aplausos...
...Lágrimas...
...Ohhhhhhhhhhhh...
Olhos se confundem,
Gargantas dão nó.
Novo itinerário,
Nova partida,
Não mais ideário,
Vida vivida.
Novas PAISAGENS,
Malas se aprontam,
Novas viagens,
Corpos se montam...
Não mais corredores,
Não mais calafrios,
Não mais lágrimas e dores,
Não mais desvios...
Canas...Genealogias... tantos rostos...
A GRANDE ESTREIA, todos a postos!!!
Sucesso e não anonimato, eis a sábia decisão:
Ser escravo do conhecimento e não do coração.

sábado, 24 de outubro de 2009

Super(AÇÃO)

As lágrimas que se foram não mais tornarão,
E que assim o seja, driblar o percurso natural do destino
Requer de nós uma SuperAÇÃO,
Trocar lágrimas por sorrisos,
Fotos por um real calor,
Tornam-se sábias atitudes,
Infinitos momentos de torpor.
O que o passado tomou para si,
Lamento por ter sido escolha tão triste,
Pois no futuro avistar-se-ão raios no horizonte,
E haverá felicidade, aquela de quem tanto fugiste,
Por achar que nas lágrimas e na dor,
Encontrarias tão singular amor,
Porém é aí que percebes,
Que o fim e o início são relativos,
E o que ora se institui farsa, ou realidade
O é apenas, quando escolhes viver uma mentira, como realidade.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Fim do Início, Início do Fim

Muito além encontram-se meus pensamentos.
Além Mar, Além Céu, Além Vida,
Anos de Torpor e Sofrimento,
Restringem-se a uma Triste Despedida.
... Turbilhão de Sentimentos,
Amálgama de Emoções,
Profissionais Intentos,
Sentimentais Frustrações.
...Pegadas na Lama,
Gritos que Ecoam
Cercados por canas,
...Genealogias se amontoam.
Após Idas e Vindas,
Um coração silencia,
É o Início que se finda,
E o Fim que se inicia!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Absolutas Verdades

Luzes se apagam,
Corpos se vão,
Meses a fio,
Esforços tão vãos,
Perto do fim,
Triste Despedida,
Aceitar enfim,
A Amarga Partida,
Sorrisos e Olhares,
Nada mais resta,
Coração vazio,
Impreenchíveis Arestas,
Eis o Destino,
ABSOLUTAS VERDADES:
Um Amor Libertino,
Imerso em mediocridades!

terça-feira, 19 de maio de 2009

O Verbo Amar

Amo, Presente do Indicativo;
Amava, Pretérito Imperfeito;
Amei, Pretérito Perfeito;
Tenho Amado, Pretérito Perfeito Composto;
Amara, Pretérito Mais-Que-Perfeito Simples;
Tinha Amado, Pretérito-Mais-Que-Perfeito Composto;
Amarei, Futuro do Presente Simples;
Terei Amado, Futuro do Presente Composto,
Amaria, Futuro do Pretérito Simples;
Teria Amado, Futuro do Pretérito Composto,
Ame, Presente do Subjuntivo;
Amasse, Pretérito Imperfeito;
Tenha Amado, Pretérito Perfeito;
Tivesse Amado, Pretérito Mais-Que-Perfeito;
Amar, Futuro Simples;
Tiver Amado, Futuro Composto;
AMAR, Infinitivo Presente Impessoal;
AMAR, Infinitivo Presente Pessoal;
TER AMADO, Infinitivo Pretérito Impessoal;
TER AMADO, Infinitivo Pretérito Pessoal,
AMANDO, Gerúndio Presente;
TENDO AMADO, Gerúndio Pretérito;
AMADO, Particípio Passado...
...O Futuro sempre nos será Incerto,
O Passado, PREDOMINANTE, escapa de nossas mãos;
O Imperativo, INEXISTENTE; pois não se impõe tal sentimento ao próprio coração, é espontâneo e voluntário, simplesmente acontece;
O Infinitivo, Desejo Abstrato;
Subjuntivo, sempre condicionado por uma Irreal Possibilidade;
Gerúndio, Reflexo do Presente!!??
Presente, Incessante Espera;
As possibilidades do Amor acontecer são extremamente REMOTAS,
Quando acontece então, é algo Sobrenatural;
É uma Dádiva, Sentimento Divinal,
Fadado ao Insucesso a mim, reles MORTAL.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Prenúncios

Anúncio da Aurora,
O sol que não vem,
A chuva lá fora,
Prenúncios do além,
Nada é como antes,
Como outrora costumava ser,
Passam os instantes,
Temo o Anoitecer,
Dias nublados,
Costumavam me entorpecer,
Agora Estranhos Prenúncios
Perseguem a mim,
Conduzem-me a você.
A cada anoitecer,
Novas amargas Torturas,
Ver e não Ter,
Lágrimas Infindas, Caudalosos Rios de Amargura,
Meus olhos perdidos,
Sempre a clamar os teus,
Teu rosto esquivo,
Desprezam-nos como em um triste Adeus.
Todavia, confesso que Implorar sempre foi um verbo,
Que nunca conjuguei com maestria,
Pois já me são suficientes,
A indiferença e O sofrimento,
Quando conjugo o verbo Amar, nas noites frias e sombrias.
A cada noite que se finda,
Tenho Prenúncios de uma nova outra que virá,
E eu como em Profecia,
Cumpro a cada dia,
O Itinerário do meu Penoso Purgar.

terça-feira, 10 de março de 2009

Marina

Tristes Notas Musicais,
ECOAM na Orla Sombria,
Não há portos, não há cais,
Apenas Pegadas e Areia Macia,
Tristes Versos Dedilhados,
Provenientes de uma Desconhecida Autoria,
Convidam da Marina este Errante Solitário,
A Lançar-se num Ideário de Fantasias!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Estranhos

Olhares se cruzam,
Não mais se encontram,
Estranhos...
Apenas Estranhos,
Como Outrora e Doravante,
Mais próximo do fim,
Apenas estranhos,
Os corredores frios também me são estranhos,
Mudanças tão estranhas,
Tudo tão estranho,
O momento, a circunstância, igualmente estranhos,
...O tempo, capaz de tantos feitos,
Prefere tornar tudo ainda mais estranho,
Mudanças...
Despedidas...
Silêncio...
Me moldam um ser estranho,
Talvez seja reflexo dos ECOS do poeta,
Que ora me elogiam, ora me insultam,
Ao afirmar com indiferença que "Até as pedras com o tempo mudam"!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A Grande Estréia

Os Corredores Frios e Escuros,
Iluminam-se,
Os Rostos até então estranhos,
Congratulam-se,
É dado o fim de mais uma Jornada,
Hoje Deles, em breve a Minha,
Inúmeras vezes Subestimada,
O Prédio e arredores.
Compõem o presente Palco,
Para Dezenas de Protagonistas,
Que do próprio Destino tornaram-se,
Cruéis Antagonistas,
Páginas Encardidas, Inúmeros Sermões,
Anos de Sonhos, Incontáveis Frustrações,
Lágrimas e Sorrisos,
Unem-se Nesse Amálgama de Emoções,
Últimos Olhares, Últimos Abraços,
Prenúncio de Numerosas Separações,
Espectador, reluto tal trama em breve protagonizar,
Junto a Coadjuvantes, Antagonistas e Figurantes,
Que não conseguiram reservar,
À Minha Existência um poucos de seus Instantes,
À Espera, temo pelo caráter que tal trama assumirá,
Quando meu Olhar cruzar o Teu,
Que irá, certo de que nunca mais voltará,
E em meio a Singular Cenário, o que acontecerá?!
Coroa de Louros, Aplausos,
Momentos de Glória, Anonimato,
Qual Desfecho esse Enredo tomará?!
E o que farás quando meus pés o Escarlate Tapete Pisar?
Do Silêncio à Aclamação,
Da Glória à Humilhação,
Do público, do Teu Olhar,
Que se empenhou em Minha Existência ignorar,
E qual FIM atribuirão os Deuses à essa Hercúlea Epopéia,
Que quatro Anos aguarda ansiosamente Sua Grande Estréia?!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Untitled

O Astro Lunar então reluz,
Sobre as mesmas velhas folhas encardidas,
Em meu Refúgio novamente a confidenciar Sentimentos,
Dessa pobre Existência esquecida,
Os ECOS do teu Silêncio,
Deveras incomodam os meus ouvidos,
Enquanto os Astros Estelares,
Relutam em realizar meus pedidos.
Mas sopra meu velho amigo e companheiro,
Insistindo em me Acalentar,
Vento do Oeste, outrora Forasteiro,
Conforta-me ao dizer que do teu rosto Carícias ousou roubar,
Em meio a esse triste Cenário,
Sem ti, resta-me apenas Afrodite, talvez minha única Inspiração,
Tu, porém num astuto Ideário,
De mim Roubaste, tatuando-a no lado Oposto ao Coração,
Por nada me restar dizer,
Tampouco me restar fazer,
Eis que minhas retinas fatigam,
Enquanto meu Cinzel se põe a falhar,
De súbito as palavras silenciam,
Após convencerem-me de te RENUNCIAR.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A Outra Face da Estrela

Do alto a contemplar mortais,
Muitas vezes, desejando igual a um deles ser,
Vivendo em meio a um triste Luar,
Lamentando teus desejos não conceder.
Talvez outrora,
Quando Errante fosse,
Pudesse no Prenúncio da Aurora,
Suavizar teu Pezar,
Cansada de Testemunhar tuas Desilusões,
Quando te dispuseste a Amar.
Porém em meio a um Mito,
Ainda não Desmistificado,
Sobre Sonhos e Pedidos ainda não Reaizados,
Se no céu perceberes,
Um corpo celeste dissipar,
Não faças pedidos,
Busque-o incessantemente,
Aquele que renunciou a Eternidade,
Escolhendo vir a Terra para te Amar.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Descomunal Intento

Cansado de Maltratar meu Coração,
Iludido por um Falso Sentimento,
Do Tédio a Máxima Inspiração,
Empreendo esse Descomunal Intento,
Em medio de la Soledad Yo escribo,
Palabras que me llevem para longe de Ti,
No soporto mi corazón y su Latido,
Necessito olvidar te a Ti,
J'ai appris que la vie c'est un jeu,
Que ne c'est pas Facile,
Il n'a pas Amour, mais Hain en coeur,
J'ai aimé vous, mais il a éte inutile,
I'm tired to lie to myself,
Believing in a Happy Ending,
You'll never be Mine,
It doesn't worth continue Pretending.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Desabafo

...Estou cansado!!!
De Mendigar Atenção,
De Implorar por Perdão,
De Amar e não ser Amado,
De Sentir-me sempre Rejeitado,
De Idealizar o Amor Perfeito,
De Ficar SOZINHO em meios aos meus Defeitos,
De Me pegar Sonhando Acordado,
De Acreditar em Contos de Fadas e Reinos Encantados,
De Me encontrar sempre Sozinho,
De Clamar pelo Mínimo de Carinho,
De Viver em meio a Fantasias,
De Ter que aturar tantas Hipocrisias,
De Acreditar em Amor a Primeira Vista,
De Ser sempre visto como Ser Amargo e Egoísta,
De Tanto Trabalhar e Estudar,
De Sequer ter com quem Desabafar,
De Desabar na Cama e CHORAR,
De Acreditar que algum dia alguém virá me Consolar,
De Transitar por Aqueles Corredores Frios,
De Ao te ver sentir os mesmos Calafrios,
De Fingir que poderei um dia sentir Amor,
De Odiar e Sentir tanto Rancor,
De Viver sempre Atordoado,
De Soluçar em Função do Passado,
De me encantar com a INOCÊNCIA,
De Protagonizar tanta Injustiça e Violência,
De Acreditar em Falsos Amores,
De Lutar incondicionalmente contra a Inversão de Valores,
De Sempre ouvir dizerem que não tenho Bom Coração,
De Ser sempre visto como VILÃO,
De Ser Odiado e Ignorado,
De Fingir Acreditar que um dia serei AMADO,
De Atuar o tempo todo,
De Ser atraído por teu Engodo,
De Ser Aquele MEDÍOCRE APRENDIZ,
Que Insiste em Acreditar em FINAL FELIZ.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O Silêncio dos Amantes

Teu perfume,
Impregna meu ser,
Em meio a Toques, Suspiros e Sussuros,
Embalados por canções,
Os teus lábios dos meus roubam um beijo.
O qual fizera parte do vespertino Desejo,
E que na primeira noite tanto havia sonhado,
Rendi-me as tuas carícias... Talvez você as minhas,
Ah teu Perfume!
Capaz de me fazer visitar lugares Inimagináveis,
Senti teu coração sobre o meu pulsar descompassadamente,
Teu sexo demonstrava desejo,
Sentia cada vez mais Intenso o teu pulsar.
... Vozes, Passos... Subitamente interrompidos,
As escadas guiaram-nos até Aquele Cômodo,
O que na noite anterior servira de Refúgio,
De confidente, ao Segredar o Silêncio dos Amantes,
Hoje somos nós... eu, triste Errante,
Tua pele reluzia em meio a Penumbra,
Teu Sabor, Teu Calor entorpeciam-me Lentamente,
Porém o medo, sempre a me a advertir,
Da Farsa que sou.
...Grande Esforço,
Não poderia deixar Minha Máscara cair,
Mesmo assim deixe-me por ti conduzir,
Embora que só pra me Iludir,
E o tempo insistia em não tardar, sempre a se esvair,
Rápido, tudo muito Intenso,
Os corpos celestes se estivessem a nos testemunhar,
Deveriam ter feito naquele momento o tempo parar,
Para que assim o que tanto houvera sido Intentado,
Pudesse Enfim se Consumar.
No entanto, A Alvorada obriga-me a te deixar,
A distância certamente haverá de nos separar,
Pois esses dois corpos não ocupam,
Sequer residem o mesmo Lugar.

Vivenciado por Joelton Duarte, às 00:10 do dia 01 de dezembro de 2008.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Tempo, Cruel Inimigo

Tempo, Cruel Inimigo,
Ao se esvair, não te importas!
Eu sempre em busca de abrigo,
À espera de olhares nesses corredores, nessas ruas tortas
Tempo... Inexorável
Não tardas, tampouco esperas
Misterioso, Invencível, Indecifrável
Torna em pesadelo a mais bela das minhas quimeras
Meses...Dias...Horas passadas
Sempre à tua espera
Inconsoláveis madrugadas
Sombrios invernos, solitárias primaveras
A ti, por mim, sem ti
Poemas, Silêncio,Torturas
Segredadas...Confidenciadas
Um amontoado de amarguras.
Alguns meses, dias, horas
Ainda restam, para de ti olhares roubar
Tempo que não te alongas
Faze-me sofrer, faze-me amar
Fantasias, Sonhos...Quantos dias de exaustão!
Lembranças perdidas, noites de solidão,
Os dias que decerto se foram jamais voltarão
E eis que me pego sempre a questionar
"Será um dia meu teu coração?!"

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Your Written Lies

The wind blows stroking my face
Bringing me a strange sensation
I don't know if coud be a trace
Or just things from my imagination
Dreams are pretty weird and confuse
Making me mad and out of my mind
I am always thinking of you
Reading every day Your Written Lies
Both of us as usual pretending
Being who we don't wanna be
Secreting it in several papers
Waiting an answer from Destiny
As you see, here I am always alone
Sure of that time will make me regret
But the shit I did, it's alredy done
I've asked myself if a day you'll forget

sábado, 8 de novembro de 2008

Vazio

Noite fria,
Cama vazia,
Vida sombria,
Monotonia.
Quarto vazio,
Coração vazio,
Ser vazio,
Calafrio.
Eu não estou,
Você não está,
Ninguém está!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Incertezas

Incertezas, quantas incertezas,
Sobre o futuro e o destino,
Sobre a vida e um fim repentino,
Sobre os sonhos e suas realizações,
Sobre a justiça e suas contradições,
Sobre a paz e a violência,
Sobre a injustiça e a inocência,
Quantas incertezas, em busca de certezas,
Quantos corrompidos por suas fraquezas,
Uns escolhem princípios, outros escolhem riquezas,
Fazendo surgir assim mais incertezas.
A dúvida emudece multidões,
Guerras exterminam gerações,
E ainda assim as incertezas continuam incertezas.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Awake in the Daybreak

Thinking of you
Looking to the sky
Seing the moonlight
I'm missing you

Searching for the stars
Longing its bright
Hurting deep scars
All lonely nights

Awake in the Daybreak
Pillow wet of tears
Uncontable mistakes
Living always in fear

Sun almost rising
I am still alive
I've stopped crying
I think I'll survive.